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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cimento do futuro pode ter efeito ‘fluorescente’ durante a noite




 Em um futuro não muito distante, as calçadas comuns que encontramos nas ruas e até mesmo construções feitas em cimento podem ganhar um upgrade e tanto na parte visual. Isso, ao menos, se depender de uma nova invenção do professor José Carlos Rubio, da Universidade de Michoacana, no México: um tipo de concreto que brilha nas mais diferentes cores durante a noite.
De acordo com o site Inovação Tecnológica, o material utiliza como base o cimento comum, mas possui uma consistência mais próxima à de um gel, embora ainda seja sólida. A diferença desse composto está na maneira como o pó de concreto é misturado com a água: uma fórmula secreta desenvolvida por Rubio (atualmente sendo patenteada) incentiva a formação de cristais na massa – algo que normalmente é evitado na fabricação do concreto.
Esses cristais, por sua vez, são essenciais para gerar o efeito de brilho no cimento, uma vez que eles absorvem a luz do Sol durante o dia. Assim, com o cair da noite, eles passam a emitir a energia acumulada na forma de luz, de maneira semelhante à que ocorre com os famosos materiais fluorescentes.
Um projeto artístico feito na Holanda criou um efeito semelhante utilizando pedras fluorescentes, mas com a ajuda de painéis solares
Apesar da semelhança visual nos efeitos de luz, no entanto, o material desenvolvido pelo prof. Rubio é muito mais eficiente com relação à duração. Enquanto a maioria dos itens fluorescentes que encontramos normalmente se deteriora rapidamente pela ação da luz ultravioleta, o cimento criado por ele pode durar até 100 anos.
Tudo isso não vem apenas com o objetivo de deixar as ruas mais claras durante a noite, é óbvio. Esse cimento pode ser aplicado de maneira a formar desenhos específicos, que podem tanto criar artes belíssimas para as calçadas (como na imagem acima) quanto adicionar sinalizações nas ruas.

Usos limitados, por enquanto

Por mais promissor que seja, não espere ver esse material substituindo o concreto comum. Isso é resultado, em boa parte, de sua consistência gelatinosa: embora faltem informações sobre a resistência desse cimento brilhante, ele certamente deve ter uma durabilidade um pouco inferior – o que não quer dizer que ele não possa ser usado, por exemplo, em revestimentos de paredes e até em calçadas.

Estudo sugere que seres humanos podem ter no máximo 5 'melhores amigos'


De acordo com um estudo do antropólogo britânico Robin Dunbar e seu time de pesquisadores da Universidade de Oxford, o tamanho do cérebro dos primatas tem uma estreita relação com o tamanho dos grupos sociais que eles conseguem formar. Ao que parece, o número máximo de melhores amigos ou pessoas muito próximas que você pode ter é cinco.
O estudo não sugere que esses indivíduos são de fato apenas amigos, o que deixa brechas para incluir familiares muito próximos, como mães e pais. No total, o máximo de relações significativas que uma pessoa consegue formar é 150.
"Dunbar ainda comenta que existem mais camadas de amigos dentro desse total"
Em sua teoria, Dunbar ainda comenta que existem mais camadas de amigos dentro desse total de 150. A primeira seria essa de cinco pessoas, a segunda contaria com mais 10 indivíduos bem próximos, e a terceira com 35. Por fim, as demais 100 pessoas no seu círculo de relações estariam todas em um mesmo grupo.
Dunbar prevê algumas variações nos números dessas camadas e também no total, considerando que pessoas mais extrovertidas podem formar mais relações significativas enquanto introvertidas podem formar menos. De qualquer maneira, a quantidade e a proporcionalidade dos grupos continuam as mesmas.

Chamadas  de celular

Essa teoria foi primeiramente lançada por Dunbar nos anos 1990, mas, em 2016, ele fez uma pesquisa em uma imensa base de dados para tentar verificar sua previsão. Foram recolhidos dados de ligações de celular de um país europeu não identificado feitas durante o ano de 2007, quando as redes sociais ainda não eram tão importantes para relação humana e os smartphones ainda não eram tão difundidos.
35 milhões de usuários foram rastreados, e essas pessoas fizeram seis bilhões de chamadas entre elas naquele ano. Foi feita uma filtragem para eliminar aqueles que faziam ligações para poucas pessoas diferentes, considerando que esses poderiam ter outros meios mais importantes de se comunicar com seus indivíduos próximos.
"Os resultados não foram tão precisos quanto os que Dunbar tinha previsto em sua teoria, mas ficaram muito próximos"
No fim, os resultados não foram tão precisos quanto os que Dunbar tinha previsto em sua teoria, mas ficaram muito próximos. As médias foram as seguintes: 4,1 pessoas para a primeira camada, 11 para a segunda, 29,8 para a terceira e 128,9 para a última. Ou seja, ao que parece, esses círculos de pessoas próximas realmente existem e estão quantificados dessa forma.
É interessante notar, entretanto, que ligações de celular para celular, mesmo em 2007, podem não representar a melhor maneira de rastrear as relações humanas. Por isso, a variação nos grupos e no total pode ficar diferente.
Fonte(s):Tecmundo
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